Domingo, Junho 30, 2002 ::: MIKE PATTON O músico acaba de gravar Six Pack, clássica faixa do Black Flag, para uma coletânea organizada por Henry Rollins visando arrecadar fundos para uma instituição de caridade. O disco – que trará artistas como Iggy Pop, Rancid e Ween tocando músicas do Black Flag – será lançado em outubro. Ainda não foi divulgado que músicos tocaram com Patton na gravação.
“Bulls Eye” (John Zorn)
Chris Wood – baixo / Marc Ribot – guitarra / Mike Patton – voz / Robert Quine – guitarra / Sim Cain – bateria
Sábado, Junho 29, 2002 ::: TZADIK Sempre que a gravadora nova-iorquina Tzadik anuncia os lançamentos dos próximos meses eu começo a guardar um dinheirinho. E a lista divulgada no início da semana promete colocar no vermelho o saldo de qualquer fã de boa música.
Ainda neste mês, além dos já comentados títulos de Steven Bernstein e Jenny Scheinman, estará nas lojas o terceiro disco da banda californiana Rabbinical School Dropout. Dei uma procurada e os caras têm uma página no site mp3.com, onde dá para ouvir e baixar seis músicas. São dez integrantes revezando-se em instrumentos como piano, trombone, clarone, oboé e theremin tocando músicas judaicas. Apesar do inevitável senso de humor californiano em algumas faixas, parece uma ótima banda.
Em julho sairá o também já citado décimo-primeiro volume da série John Zorn’s Filmworks. As suspeitas levantadas no site CDUniverse sobre o line up dos músicos se confirmaram. É realmente a volta do Masada String Trio, grupo formado por John Zorn em 1996 para tocar algumas músicas do genial álbum Bar Kokhba!! A formação – Mark Feldman, violino, Erik Friedlander, violoncelo e Greg Cohen, baixo – foi tão feliz que dois anos depois eles gravaram um álbum solo, Issachar, outro clássico de Zorn. Estou bastante ansioso para esse lançamento, o Masada String Trio é a banda que me faz mandar aquele air violin sozinho no quarto, por mais ridículo que isso possa parecer. E é.
Já em agosto dois títulos me chamaram atenção. O primeiro é o Filmworks número 12, que traz, em um único CD, a trilha sonora de três diferentes filmes. Num deles a música foi gravada pelo duo Marc Ribot (guitarra) e Min Xiao-Fen (pipa) para um documentário sobre monges budistas que foram para os Estados Unidos ensinar artes marciais.
Já o outro título é a continuação de Classical Works, obra de 1998 de David Shea. O músico, que chegou a tocar no primeiro disco do Mr. Bungle, andava sumido há algum tempo. É que há quatro anos ele se mudou para Bélgica para tocar com músicos locais. Seu novo álbum foi gravado por lá e conta com duas peças: uma para orquestra e outra para duos sampler & músico erudito. No mínimo, bem interessante.
“The Voice – mvt 5” (David Shea)
David Shea – piano e sampler / Erik Friedlander – violoncelo / Jim Pugliese – percussão / Miguel Bernat – percussão
Sexta-feira, Junho 28, 2002 ::: HENRIQUE CAZES & MARCELO GONÇALVES Rio Design Barra, 27 de junho de 2002
Shopping center não é o lugar ideal para a realização de um show. Uma apresentação de chorinho então, nem se fala. Mas até que deu tudo certo ontem à noite no afastado shopping da Barra da Tijuca. Por conta desse isolamento, a maioria do pessoal que lá estava era para ver o show de Cazes e Gonçalves. E um público muitíssimo educado, para minha surpresa. Não se ouviu nem um celularzinho apitando, muito obrigado.
Pois bem. Henrique Cazes é um dos grandes cavaquinistas desse país. Sempre o achei por demais competente, por vezes burocrático até. Principalmente em disco; ao vivo nunca tinha me impressionado, até ontem. Sua interpretação de Sensível (Pixinguinha) foi emocionante, assim como outros pontos do show, como Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo) e Proezas de Solon (Pixinguinha).
Marcelo Gonçalves só tinha visto uma única vez. Excelente músico. Tocou Ingênuo sozinho e ficou uma maravilha. O que gostei nele também foi a falta de precisão em alguns momentos, não é aquele músico cirúrgico, virtuoso e chato. Comete seus errinhos mas mantém a personalidade. E fez uma excelente cama para os belos solos de Cazes. Enfim, uma ótima noite.
Também tivemos a participação do percussionista Beto Cazes em alguns números. Músico discreto, perfeito para a função de acompanhar Cazes e Gonçalves.
O repertório era baseado na obra de Pixinguinha mas durante quatro números o homenageado da noite deu lugar para Waldir Azevedo e os Beatles (!). Azevedo foi o músico que elevou o status do cavaquinho provando que o instrumento também poderia ser solista e por isso é uma referência para os chorões. Cazes tocou a já citada Pedacinhos do Céu e Vê se gostas, em duas interessantes interpretações. Dos Beatles foram tocadas Black Bird e Day Tripper. Ambas as músicas estão no disco Beatles in Choro e ontem foi a primeira audição pública delas. Sinceramente, não curti, dispensável. Da segunda, curto muito a versão reggae dos Bad Brains. Mas o maxixe em que foi transformado pelos músicos brasileiros ficou exótico demais. Fora isso, uma ótima noite.
Na semana que vem a simpática programação do shopping apresenta Cristina Braga e Ricardo Medeiros, num inusitado duo harpa + baixo.
“Pedacinhos do Céu” (Waldir Azevedo)
Henrique Cazes – cavaquinho / Leandro Braga – piano / Omar Cavalheiro – baixo
Quinta-feira, Junho 27, 2002 ::: JOHN ZORN I.A.O. – Music in Sacred Light
A mais nova composição de John Zorn é dedicada ao cineasta Kenneth Anger, cujos filmes têm como tema recorrente o diabo. No Halloween do ano passado Zorn fez a trilha sonora ao vivo para dois curtas de Anger e, aparentemente, essa apresentação foi a inspiração de I.A.O.. No encarte tem até uma foto dos dois juntos nesse dia.
O disco é divido em sete movimente completamente distintos entre si. Tem desde death metal até uma peça composta para um coro feminino. Dentre os músicos envolvidos estão Mike Patton, Bill Laswell, Greg Cohen e Jennifer Charles. Tudo muito interessante no papel mas na prática ficou faltando alguma coisa. Não sei se Zorn está muito ansioso para lançar seus discos mas o que parece é que faltou um pouco de cuidado nas composições. Aparentemente ele não teve muito tempo para compôr o disco com calma, parece que foi feito meio às pressas e que com um pouco mais de cuidado esta poderia ser uma das grandes obras de sua carreira. Mas não é. É tudo bem agradável de ouvir, é verdade, mas não tem nada muito cativante. Nada que você ouça e diga: “caralho, genial!”. É tudo muito bacana, e só.
A primeira faixa é Invocations, sete minutos de sons aleatórios, numa preparação para o que está por vir. Pianos e percussões aparecem aqui e ali, dando espaço para correntes se arrastando e facas sendo afiadas. No final coros masculinos (cortesia de Mike Patton) começam a surgir no fundo. Tudo bem climático, bem interessante.
Sex Magik, a segunda, é um duo de percussão entre Cyro Baptista e Jim Pugliese. São treze minutos e treze segundos de batucada e, dependendo do seu estado de espítiro, a opinião pode variar entre o “hipnótico” e o “chato pra caralho”.
A terceira, Sacred Rites of the Left Hand Path, é guiada pelo denso e repetitivo teclado de Jamie Saft. A base repetida à exaustão dá uma sensação de angústia, enquanto o próprio Saft sola no piano. Sussurros de Patton e o discreto baixo de Greg Cohen dão o tempero à sombria faixa.
The Clavicle of Solomon é a faixa eletrônica. Nessa Zorn tocou tudo, como no seu criticado álbum eletrônico Songs for the Hermetic Theatre. São barulhinhos irritantes aqui e acolá, nada muito surpreendente. O bacana foi meu pai batendo no quarto querendo saber que barulho era aquele que estava ouvindo no quarto dele, se era algum telefone apitando. É que tem uma freqüencia que fica se repetindo e mesmo quando o som está baixinho, incomoda quem está a alguns metros de distância. Agora que me toquei... Acho que era por isso que o cachorro do vizinho não parava de latir ontem à noite.
A quinta, Lucifer Rising, é minha preferida. O sombrio coro feminino tem Jennifer Charles (do Lovage) fazendo a voz principal. Sussurros, gemidos e “shame on you” repetidos infinitamente. Excelente.
A tal da música death metal é Leviathan. Bill Laswell e Mike Patton são os destaques do mais quebrado metal que já ouvi. Patton canta como se estivesse no Naked City, se esgoelando como nunca – se é que isso ainda era possível. Mas sua voz está lá no fundo da mixagem, além de cheia de efeitos. Aliás, sua voz e as guitarras parecem que foram gravadas e depois viradas ao contrário, muito bacana. Barulheira infernal, com perdão do trocadilho.
Para fechar, o teclado de Saft dá o tom. Mysteries traz o instrumento praticamente solo, somente com algumas intervenções da percussão de Cyro Baptista, que utiliza até uma cuíca. Acho que nenhum sambista jamais imaginou que a cuíca poderia ser usada numa faixa tão lenta e densa.
E, subitamente, após cinqüenta ralos minutos de audição, o disco termina. Missão não cumprida. Interessante, mas não é isso que se espera de John Zorn.
“Lucifer Rising” (John Zorn)
Beth Hatton – voz / Jamie Saft – teclado / Jennifer Charles – voz / Rebecca Moore – voz
Quarta-feira, Junho 26, 2002 ::: ERIK FRIEDLANDER O brilhante músico Erik Friedlander compôs a trilha sonora da novela Broken Shadows e está apresentando-a ao vivo no Tonic (NY) durante todas as quartas de junho e julho. Trata-se de uma história escrita por Michael Greenberg e está sendo executada pela primeira vez no formato rádio-novela. Isto é, quatro atores fazem as vozes enquanto quatro músicos tocam a trilha sonora ao vivo. Hoje será apresentada o terceiro capítulo da trama, que tem como personagem principal um repórter que começa a investigar crimes que ele mesmo tinha cometido.
Essas coisas de teatro, interpretação e afins eu não curto não. Nunca emocionam, só me causam constrangimento. Mas Friedlander coloca toda semana em seu site um arquivo em mp3 da apresentação anterior e achei muito, muito bacana. Vale a conferida. A banda é formada por Stomu Takeishi no baixo, Andy Lester no sax e Satoshi Takeishi na percussão, além do próprio Friedlander no violoncelo.
“Elilah” (John Zorn)
Erik Friedlander – violoncelo
Terça-feira, Junho 25, 2002 ::: MUNDO LIVRE S/A Teatro Rival BR, 24 de junho de 2002
Cheguei cedo no Rival, por volta das 20h. Comprei meu ingresso e fui comer alguma coisa, já que o show estava marcado para às 21h. Avistei Fred 04 tomando uma cervejinha no boteco em frente ao teatro. Por volta das 20h50m terminei meu jantar e fui pro teatro com medo de chegar atrasado. Não é que Fred e sua turma ainda estavam tomando aquela cervejinha? Relaxei e lembrei que estava num show de rock num teatro e não numa peça. O show só começaria por volta das 22h30m. Lá se foram minhas esperanças de voltar de metrô, mas beleza. Há tempo, muito tempo que não vejo essa banda no palco. A última tinha sido no Ballroom, há tantos anos que nem me lembro direito. Recordo-me que o show foi bem bacana mas faltaram algumas músicas no set. Lembro que tinha chegado cedo na casa e fui tietar o Fred. Pedi para eles tocarem Homero, o Junkie, mas não rolou. Quem sabe hoje não rola?
Banda no palco, show começa e a casa estava cheia. Os fãs cantavam tudo, os não tão fãs assim dançavam e aplaudiam. A banda está sem gravadora e não tem nem previsão de lançar um quinto disco, mas já tocam algumas músicas inéditas para mostrar pro povo. E vem coisa bem bacana por aí, as novas composições são excelentes. Sobre isso Fred comentou no palco: “não somos nós que estamos sem gravadora, eles é que estão sem a gente”. Palmas que ele merece.
Dentre as inéditas, uma delas foi a já conhecida Caiu a ficha, que teve mais de cinqüenta mil downloads do site da banda. Na época que ouvi escrevi aqui que não tinha curtido tanto. Era uma versão demo, Fred tocando tudo. Hoje no show, com a banda toda, foi outra história. Excelente música.
Do Samba Esquema Noise, pouca coisa. Ao contrário do que declarou, foram apenas cinco músicas do clássico álbum: A Bola do Jogo, Rios, Pontes & Overdrives, Musa da Ilha Grande, Cidade Estuário e Livre Iniciativa, que fechou o show. Nada de Homero de novo, apesar de pedidos da platéia.
Do Por Pouco, outras cinco: Concorra a um carro, Mexe Mexe, Treme-Treme, Meu Esquema e O Mistério do Samba, que ficou bem “pelada” sem o naipe de metais.
Dos discos do meio rolou Girando em torno do sol (que abriu a apresentação), Free World, Destruindo a Camada de Ozônio, a maravilhosa Seu Suor é o melhor de você, Alice Williams, Bolo de Ameixa, Quem tem bit tem tudo e uma emocionante interpretação de Compromisso de Morte.
Diante de um set destes, nem tem muito o que falar. Só que hoje eles tocam novamente no mesmo Rival e eu recomendo uma visita. Quem sabe se além disso tudo não rola Homero?
“Seu suor é o melhor de você” (Fred 04 / Tony / Bactéria)
Bactéria – guitarra / Fábio – baixo / Fred 04 – cavaquinho e voz / Otto – percussão / Tony – bateria
Segunda-feira, Junho 24, 2002 ::: MUNDO LIVRE S/A Ainda não fui no Teatro Rival desde que ele recebeu aquela bela cota de patrocínio da Petrobrás e virou o Rival BR. Mas há algum tempo que nomes bem interessantes têm aparecido às segundas e terças-feiras por lá.
E hoje e amanhã uma das melhores bandas do Brasil toca no Rival. Direto de Pernambuco, Mundo Livre S/A, que não se apresenta por aqui há um bom tempo. Acho que só fizeram um show no Rio desde o lançamento do Por Pouco, numa equivocada noite de forró (?). Acabei não indo, já que nesses eventos a banda convidada toca por volta das 2h, 3h da manhã e eu não teria paciência para assistir um Forróçana, por exemplo. Logo, o último show que vi foi no Ballroom, no final da turnê do Carnaval na Obra. Estou bem ansioso pro de hoje, ainda mais porque Fred 04 declarou que a banda vai tocar várias músicas do clássico Samba Esquema Noise, de 94 e relançado recentemente. Beleza.
“O Mistério do Samba” (Fred 04/Marcelo Pianinho)
Bactéria – guitarra / Bocato – trombone / Fábio – baixo / Fred 04 – cavaquinho e voz / Nahor Gomes – trompete / Simone Soul – pandeiro / Tiquinho – trombone / Tony – bateria / Valmir Gil – trompete
Quinta-feira, Junho 06, 2002 ::: ORQUESTRA IMPERIAL Ballroom, 5 de junho de 2002
Na última quarta-feira rolou a estréia da Orquestra Imperial, uma big band idealizada pelo baixista Kassin para tocar um repertório que vai desde o samba ao dub. Na verdade a base é o samba de gafieira, com algumas intervenções de dub, funk e música latina. A formação que tocou ontem foi a seguinte: Moreno, Amarante, Thalma de Freitas e Seu Jorge (voz e percussão), Nélson Jacobina e Bartolo (guitarras), Kassin (baixo e percussão), Rubens Jacobina (piano elétrico), Léo Massacre (percussão eletrônica), Berna Ceppas (efeitos e teclado), Domenico (bateria), Binot (flauta), Bidu (trompete), Mauro (trombone) e Nado Leal (DJ). Todos, exceto o DJ que fazia uma participação especial, estavam devidamente uniformizados o que deu um tom um tanto caricato para a apresentação. Aliás, o excesso de teatralidade dos vocalistas - todos atores, exceto Moreno - chegava a incomodar.
Nada pessoal, é que teatro me incomoda, não gosto de ver gente atuando no palco. Mas isso era secundário diante das excelentes músicas tocadas. Alguns belíssimos sambas antigos que não faço nem idéia do nome dividiram espaço com clássicos da música latina como Quiçá, quiçá, quiçá, Cachito e Le Cornichons. Também teve lugar para a melhor versão de Caravan (de Duke Ellington) que já ouvi na vida, guiada pela flauta de Binot. Aliás, todas as músicas davam espaço para os músicos solarem, com destaque para o trombonista Mauro e o guitarrista Nélson Jacobina.
O intervalo de dez minutos no meio da apresentação, típico das big bands, foi adotado. Se na primeira parte o pequeno público do Ballroom ficou sentado nas cadeiras, na segunda todo mundo ocupou a pista para dançar nas músicas mais animadas do set.
Na platéia vips como Caetano Veloso (lambendo a cria), Marcos Frota e Carolina Dieckman (paparicando a amiga Thalma - que interpreta a advogada do escritório do Leônidas no “Clone”), além do povo do Jason, Los Hermanos, Brasov e Mim. Noite divertida. Semana que vem tem mais.
“Caravan” (Duke Ellington)
Duke Ellington – piano / outras informações indisponíveis
Segunda-feira, Junho 03, 2002 ::: SHOWS NO RIO Confira abaixo as datas de alguns shows que acontecerão aqui no Rio durante o mês de junho.
Toda terça-feira o SESC apresentará o festival SESC Experimental. Não sei como podem promover um festival “experimental” no Rio sem a presença de músicos como Kassin ou Löis Lancaster, mas enfim... Segue a decepcionante programação dos shows. Terças, 21h, SESC-Copacabana, $10.
Já nas quartas de junho a boa é a big band formada por Kassin, a Orquestra Imperial. Em sua formação desfilam nomes como Moreno, Amarante, Seu Jorge, Domenico, Berna Ceppas e Léo Massacre, entre (muitos) outros. No total são quinze músicos no palco tocando “gafieira pra galera dançar uns sambas”, segundo Kassin. Mas temas de Duke Ellington, Stevie Wonder e Nat King Cole também estão no programa. Promete. Mesmo com a Orquestra, o Monoaural (outra banda do baixista) continua tocando no restaurante 00 (na Gávea) todas as segundas, sempre com um convidado diferente. Hoje tem O Rappa, na semana que vem (10.06), Los Hermanos.
E todas as quintas quem quer ver novas e interessantes bandas cariocas deve partir pro New York City Center, shopping na Barra da Tijuca. Na praça de alimentação se apresentarão alguns grupos de rock, reggae e surf, dentro do projeto Surf Music Gallery. Confira a programação abaixo, que tem como destaque a excelente surf music instrumental do Go!. Quintas, 20h, de graça.
06.06 – Mr. Sombra e Jaya
13.06 – Emo e Detonautas
20.06 – Go! e Princípio Ativo
27.06 – Netunos e Medusas
Na mesma quinta, também de graça e num shopping da Barra, inicia-se mais uma série do Rio Design Instrumental. Confira abaixo a programação de junho do Rio Design Barra, onde o destaque é o duo cavaquinho + violão de Henrique Cazes e Marcelo Gonçalves tocando clássicos de Pixinguinha. A partir das 21h.
06.06 – Guinga
13.06 – Tómas Improta
20.06 – Felipe Poli
27.06 – Henrique Cazes e Marcelo Gonçalves
E para terminar a semana a Loud vai promover o segundo show dos Tremendões. O primeiro foi na minúscula Casa da Matriz e finalmente agora a banda terá um palco à altura. O repertório, baseado na obra de Roberto Carlos, terá clássicos como Quando e Eu te darei o céu, além de uma participação da Érika Martins, da Penélope. A formação continua a mesma (Nervoso, Melvin, Gabriel Thomaz, Renatinho), exceto por Marcelo (Carne de Segunda), que está viajando pela Europa e será substituído por Mário Jorge (Penélope). Imperdível. Sábado, 08, 23h, Cine Íris, $15. A banda se apresenta novamente no Dia dos Namorados (12.06) no Cine Odeon (Cinelândia).
“Eu te darei o céu” (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Roberto Carlos – voz / outras informações indisponíveis
Domingo, Junho 02, 2002 ::: IPECAC A gravadora Ipecac, de Mike Patton, programou um show em Nova York no próximo Halloween (31.10). O evento será no Irving Plaza e os ingressos já estão à venda. A listinha das bandas que se apresentarão: Tomahawk, FantomasMelvins Big Band, Isis, Dälek, Skeleton Key e DJ Jim Thirwell. Esse bem que poderia virar um evento itinerante e passar por aqui.
“Vendetta” (John Barry)
Buzz Osbourne – guitarra / Dave Lombardo – bateria / Mike Patton – teclado e voz / Trevor Dunn – baixo
Sábado, Junho 01, 2002 ::: JOHN ZORN Hoje John Zorn apresenta o lado mais erudito de sua obra. Ele estará no Merkin (NY) regendo sua peça Chimeras, composta para flauta, clarinete, violoncelo, violino, percussão, piano e voz. Alguns conceituados músicos participarão da apresentação, como o percussionista William Winant e o pianista Stephen Drury. Após o término do programa, o compositor participará de um debate com o público. Chimeras nunca foi gravada, nem sei do que se trata; vou procurar alguns depoimentos sobre o concerto de hoje e posto aqui mais tarde.
“Forbidden Fruit” (John Zorn)
Christian Marclay – efeitos sonoros / David Harrington – violino / Hank Dutt – viola / Joan Jeanrenaud – violoncelo / John Sherba – violino / Ohta Hiromi – voz