Macaco Velho M?sica. Shows. Discos.



Sábado, Novembro 30, 2002 :::
 
PING PONG

No começo do ano que vem será inaugurado aquele que deverá ser um dos mais importantes selos do mercado brasileiro. Idealizado, criado e administrado por Kassin, Hiromi e Berna, o Ping Pong já tem alguns lançamentos programados para janeiro.

a) “Máquina de Escrever Música”, Moreno + 2 : o primeiro disco do trio foi lançado pela Rock It! e atualmente encontra-se fora de catálogo.

b) “Máquina de Escrever Música – Remixes”, vários : disco de remixes que nunca foi lançado no Brasil. Traz participações de DJ e produtores como Takako Minekawa, Monoaural e Golden Dots.

c) “Sincerely Hot”, Domenico + 2 : o excelente segundo CD do trio, agora liderado pelo baterista Domenico, só foi lançado no Japão.

Se tudo der certo os álbuns já estarão disponíveis durante o festival Humaitá Pra Peixe, onde Domenico tocará. Para os próximos meses estão previstos o lançamento do segundo do Acabou la Tequila (“Som da Moda”), a edição brasileira do último de Arto Lindsay (“Invoke”) e o primeiro e inédito da Orquestra Imperial.

Despedida” (Domenico)
Domenico – voz / outras informações indisponíveis




::: posted by Alex at 3:17 PM



Quinta-feira, Novembro 28, 2002 :::
 
SUNDAE TRACKS
a boa de domingo




Mais uma do Melvin...

Mesmo citado inúmeras vezes aqui no blog, o cara ainda me vem com novidades. Além de baixista de várias bandas, DJ de algumas festas e grande amigo meu, ele agora também ataca de produtor de eventos. E está tramando aquele que deve ser o hit do verão.

A Sundae Tracks vai rolar todo domingo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro na Casa da Matriz (Botafogo). Horário bacana (a partir das 19h, com shows começando às 20h30m), preço convidativo ($7 com filipeta) e bandas interessantes são os atrativos da festa.

A primeira edição será no dia 08.12 e terá show do Carbona, banda do Melvin que estará lançando seu sexto disco, o primeiro em português. Para as próximas semanas estão programadas apresentações de Invisibles e Hill Valleys.

Aproveitando o post, mais dois eventos que prometem em janeiro:

... festival Humaitá Pra Peixe no Sérgio Porto (com Domenico + 2, Carne de Segunda, Onno, Netunos, Cabeça...)
... Orquestra Imperial no Ballroom – segunda temporada, toda segunda-feira

Beleza.

Lunatic” (Henrique Badke)
Henrique Badke – guitarra e voz / Melvin – baixo / Pedro Rocco – bateria




::: posted by Alex at 11:36 PM



Quarta-feira, Novembro 27, 2002 :::
 
GRAFORRÉIA XILARMÔNICA
VELHO BIRCK

Manara, Porto Alegre, 25 de novembro de 2002



A chuva que caiu no início da noite em São Paulo e fechou o aeroporto de Congonhas por alguns minutos me deixou nervoso, bastante nervoso. Se eu fumasse teria acabado com um maço ali no saguão onde aguardava o vôo para Porto Alegre. A cada minuto o pessoal da companhia aérea informava um novo horário pro vôo. Acho que no final da história saí de lá às 22h.

Após uma breve escala em Curitba, cheguei em Porto Alegre. 23h50m. O show de abertura – Velho Birck – estava marcado para meia-noite em ponto. O motorista do táxi foi bem simpático em atender meu apelo de “vamos rápido?” e em poucos minutos lá eu estava na porta do Manara. Lotado, a fila dobrava o quarteirão – sem força de expressão. Mas como já estava com meu ingresso reservado, nem precisei encará-la. Tudo certo para mais uma apresentação da Graforréia Xilarmônica, a melhor banda do Brasil.

Velho Birck é a banda do Alexandre Birck, o Alemão, baterista da Graforréia. Até que o formato lembra um pouco sua outra banda: músicas românticas/jovem guarda alternadas com bizarrices gaúchas. Descolei uma cópia do cd que eles estavam lançando na hora, “Supermaneiro”, comento em breve por aqui. Por volta dos vinte minutos do show, Frank Jorge entra no palco e pluga seu baixo. Alemão tira a roupa de morcego que vestia (!), solta a guitarra e vai para bateria. Carlo Pianta assume a guitarra.

Pronto, a Graforréia Xilarmônica voltava aos palcos de Porto Alegre! Teve até caravana de outras cidades para vê-los. Na primeira fila da Manara, outra lenda local: Edu K. Espalhado pela casa, todo o cenário da cidade: povo da Ultramen, Wonkavision, Os Massa, Tom Bloch, Senador Medinha, Júlio Igrejas, Cachorro Grande e por aí vai. Todo mundo lá.

Começaram com uma que não conhecia, que citava repetidamente o nome da banda. Logo depois emendaram com hits atrás de hits. Foram trinta músicas antes do bis e o povo cantava todas as sílabas com Frank e Carlo. E o pessoal ensandecido, num momento Alemão teve que sair da bateria e pedir pro pessoal segurar a onda no pogo para não machucar as gurias.

((( ... Literatura Brasileira, Se Arrependimento, Nunca Diga, Fúlvio Silvas, Colégio Interno, Com Amor Muito Carinho, Eu, Amigo Punk, Twist, Patê, Minha Picardia, Eu Gostaria de Matar os dois, Grito de Tarza, Você foi embora, Bagaceiro Chinelão ... )))

Frank estava especialmente inspirado nessa noite. Mesmo preocupado em tocar tudo direito, como revelou mais tarde no camarim, demonstrava uma desinibição e alegria que nunca tinha visto. Quem não viu o olhar que ele fez durante o verso “esperteza no olhar, singelo gesto” de “Beethoven” perdeu algo genial.

Mas o destaque da noite vai mesmo para Carlo Pianta. Em disco o cara manda bem mas na segunda-feira ele estava impossível. É o melhor guitarrista do Brasil, sem nenhuma sobra de dúvida. Cara, que solos, que arranjos que ele fez pras músicas. Estou boquiaberto até agora. Desculpa, vou ter que repetir: genial.

Após “Você foi embora”, última das trinta músicas, a banda arriscou uma saída pela esquerda. Não rolou. Voltaram e tocaram mais umas quatro ou cinco no bis, todas repetidas. E todas recebidas com o mesmo entusiasmo pela platéia, que noite. Que banda!!

Após o show, no camarim, a banda conversava com o produtor das Segundas Malucas do Manara, Márcio Ventura, sobre a possibilidade de fazer uma nova apresentação. Frank e Carlo estavam bem animados, Alemão um tanto reticente. Mas acho que vai rolar. Bom, quem for de Porto Alegre e perdeu, vá no próximo. Uma das melhores noites da minha vida.

Minha Picardia” (Marcelo Birck / Frank Jorge)
Alexandre Birck – bateria / Carlo Pianta – guitarra e voz / Frank Jorge – baixo e voz




::: posted by Alex at 11:16 PM



Quarta-feira, Novembro 20, 2002 :::
 
WONKAVISION



A banda do Will, da Grazi, do Kiko e da Manu está precisando do seu voto. Eles estão participando de uma promoção da Coca-Cola onde a banda vencedora vai entrar com uma música – “Nanana” no caso deles – na programação de três rádios de Porto Alegre. E depois o grupo escolhido pelos ouvintes leva uma grana pra gravar um disco. Eles estão entre os cinco pré-selecionados; o mais votado entra na rádio em dezembro.

Uma promoção desse tipo, da Coca-Cola, tem muito cheiro de furada. Mas acho que nesse caso o fruto pode ser muito bacana. Clique aqui para votar quantas vezes quiser.

Ah! É assim?” (Will Prestes)
Grazi – baixo e voz / Kiko – bateria e voz / Manu – teclados e voz / Will – guitarra e voz




::: posted by Alex at 7:11 PM



Segunda-feira, Novembro 18, 2002 :::
 
GRAFORRÉIA EM PORTO ALEGRE



Está agendado para a próxima segunda-feira, 25.11, mais um show da finada melhor banda do Brasil, a Graforréia Xilarmônica! Ano passado me despenquei para São Paulo para assistí-los no Upload e apagar a ausência de uma apresentação ao vivo dos caras no meu currículo. Só tocaram uma única vez aqui no Rio, num Superdemo no Sérgio Porto. Perdi.

Mas fui pra São Paulo e vi o antológico show no festival Upload no SESC-Pompéia. Bom, todos os seus amigos já devem ter te contado várias vezes sobre esse show, sobre o final com “Colégio Interno” acústico etc e tal. Aquela apresentação foi da série “eu estive lá”, daquela que se conta pros filhos.

No mês passado tive o prazer de ver Frank Jorge em Porto Alegre (foto), no mesmo Manara onde a Graforréia vai se reunir. Belíssimo show, onde o set list privilegiou as canções do ainda não lançado “Vida de Verdade”. Talvez por isso os gaúchos não o receberam com o mesmo entusiasmo dos paulistanos. Mas quando, no bis, ele tocou “Amigo Punk” o Manara veio abaixo (êta, expressãozinha...). E é esse clima que deve ser re-editado na semana que vem.

Segundo o zine O Apanhador a abertura ficará por conta da banda de Marcelo Birck. E Frank prometeu um show com “duas horas e pouco de duração ou algo equivalente a umas trinta músicas”.

Dei uma rápida pesquisada e a tarifa mais barata é a da Gol, que sai por R$656. Quem vai?

Fúlvio Silas” (Marcelo Birck)
Alexandre Birck – bateria / Carlo Pianta – guitarra e voz / Eduardo Christ – guitarra e voz / Frank Jorge – baixo, teclado e voz




::: posted by Alex at 11:50 PM



Sábado, Novembro 16, 2002 :::
 
JOHN ZORN NO FESTIVAL DE CINEMA DE SÃO PAULO

Uma boa pedida para os cinéfilos paulistanos nesta semana é a exibição do documentário “Temendo a Deus” (Trembling before God, 2000) no Espaço Unibanco dentro do Festival Mix Brasil. O filme retrata a vida e os problemas que judeus ortodoxos passaram a enfrentar depois de assumir o homossexualismo.

A trilha sonora foi composta por John Zorn, a pedido do diretor Sandi Dubowski. Ele ouviu “Idalah-Abal”, uma das mais fortes composições de Zorn e ficou encantado. Ele conheceu a versão orgão/clarinete do disco “Bar Kokhba” e solicitou ao compositor a liberação para usar a música no filme. Zorn contra-propôs fazer uma trilha sonora original na onda de “Idalah-Abal”, somente com orgão e clarinete. Para isso chamou o tecladista Jamie Saft e o clarinetista Chris Speed, compôs algumas músicas, usou outras do Masada Songbook e em algumas semanas o disco estava pronto. No final Cyro Baptista tocou percussão em algumas faixas, Zorn cantou em outra, Saft tocou piano em mais algumas mas a essência do que a diretora queria foi mantida. Uma boa trilha, apesar de não ser um disco essencial na discografia de Zorn.

Agora os paulistanos vão ter uma oportunidade para ver como isso funciona na tela. “Temendo a Deus” será exibido no Espaço Unibanco no domingo (17.11) às 20h e na terça-feira (19.11) às 22h. Bom filme.

Kaporeh” (John Zorn)
Jamie Saft – piano




::: posted by Alex at 12:10 AM



Sexta-feira, Novembro 15, 2002 :::
 
NAÇÃO ZUMBI
Fnac, 11 de novembro de 2002



Sempre que vejo aqueles três tambores de maracatu aguardando a entrada da banda no palco sinto que algo muito importante está para acontecer. Foi assim no Circo Voador há quase dez anos, quando abriram pro DeFalla. O mesmo no Abril Pro Rock de 97, quando a Nação tocou com Max Cavalera numa emocionante homenagem ao Chico. E foi assim no Metropolitan, quando abriram pro Prodigy, alguns meses depois, no primeiro show sem Chico no Rio. Sempre que avisto os tambores no palco já espero uma apresentação inesquecível.

E foi assim novamente numa tarde de segunda-feira num shopping na Barra da Tijuca. Pouco mais de cinqüenta pessoas estavam presentes mas a sala parecia lotada. E lotada de fãs, por sinal. Se as músicas do novo disco ainda não estavam na ponta da língua (e as em inglês vão continuar não estando), o pessoal vibrou com “O Carimbó” e “Jornal da Morte”, algumas do pouco divulgado álbum anterior, “Rádio S.Amb.A.”.

Por conta das limitações físicas do local – é bem pequeno mesmo – estava aguardando uma apresentação acústica da banda. Que nada. Formação completa e um dos melhores sons que já ouvi da Nação. Os percussionistas estavam a poucos passos de distância, então o que se ouvia era a batida do tambor mesmo. O P.A. servia mais pra voz e pros efeitos disparados por Jorge du Peixe. O resto só sala, na pressão mesmo. Excelente.

Do novo rolou “Blunt of Judah” (duas vezes), “Propaganda”, “Meu maracatu pesa uma tonelada”, “Prato de Flores” e “Know How”. Todas muito interessantes em disco, mas não mais do que isso. Aliás, esperava muito desse álbum: mixado lá fora, produção de Arto Lindsay, participação de John Medeski... Finalmente a Nação teria em disco um som à sua altura, depois dos crimes cometidos pelo Liminha nos primeiros álbuns. Bom, ainda não foi dessa vez. Mas a impressão que as músicas eram fracas foram apagadas nesse show. Estavam todas maravilhosas, as versões do disco é que não compensam muito. Ah, da época de Chico, só tocaram “Manguetown” (com novo arranjo, sem o hardcore no refrão).

Agora preciso urgentemente ver um show inteiro (o pocket show da FNAC não durou nem meia hora) para ouvir as novas, conhecer os novos arranjos das antigas e, principalmente, ver até que ponto está indo o flerte da banda com o dub, tão propalado nas entrevistas mas pouco ouvido no novo álbum.

Know How” (Nação Zumbi)
Dengue – baixo / Gilmar Bolla 8 – tambor / John Medeski – hammond / Jorge du Peixe – voz / Lúcio Maia – guitarra / Marco Matias – tambor / Pupillo – bateria / Scott Hard – violão / Toca Ogan – percussão




::: posted by Alex at 11:36 AM



Domingo, Novembro 10, 2002 :::
 
MASADA – 10 ANOS EM 2003

No ano que vem meu, digamos, “projeto” preferido completará uma década. Vamos chamá-lo de “projeto”, já que o Masada não é exatamente uma banda.

--- Há dez anos John Zorn começou a escrever o Masada Songbook, que até agora já possui mais de duzentas canções. São músicas judaicas para serem executadas por praticamente qualquer formação. A principal é o Masada Quartet que conta com o próprio Zorn no sax, Dave Douglas no trompete, Greg Cohen no baixo e Joey Baron na bateria. Deste grupo já foram lançados dezesseis álbuns, sendo dez de estúdio mais seis ao vivo. ---

Para comemorar Zorn está em turnê com uma nova formação do Masada e prepara alguns lançamentos especiais para o ano que vem. A atual formação foi batizada de Electric Masada e viaja pelos Estados Unidos e Canadá com o seguinte line-up:

John Zorn – sax
Marc Ribot – guitarra
John Medeski – hammond
Jamie Saft – teclado
Trevor Dunn – baixo
Cyro Baptista – percussão
Kenny Wollesen – bateria

Sim, integrantes do Medeski, Martin & Wood, Fantomas e Sex Mob tocando músicas judaicas em arranjos ao estilo Miles Davis fase elétrica! Já procurei alguns relatos na internet sobre os últimos shows mas não fui muito feliz. O único que achei foi de um cara que foi no show de Seattle e disse que Zorn deu seu típico esporro em alguém da platéia porque o maluco fazia uns comentários durante as músicas em voz alta. Mas isso é de praxe já. Sobre a música, nem uma linha. Vou continuar procurando e coloco aqui quando achar.

E para o ano que vem a gravadora Tzadik prepara “Masada Guitars”, um disco com Marc Ribot, Bill Frisell e Tim Sparks tocando as músicas de Zorn. O álbum, que já foi masterizado e está programado para janeiro, traz vinte minutos com cada guitarrista tocando sozinho.

Ainda em fase de produção e sem data de lançamento prevista está o tributo ao Masada. Um cd duplo com artistas do naipe de Medeski, Martin & Wood, Mike Patton, Steven Bernstein, Naftule’s Dream e Pachora interpretando as músicas de Zorn. Assim que tiver mais notícias, coloco por aqui.

Maskil” (John Zorn)
Greg Cohen – baixo / Marc Ribot – guitarra




::: posted by Alex at 9:06 PM



Terça-feira, Novembro 05, 2002 :::
 
JOHN ZORN NO BRASIL
Ainda não foi dessa vez. Minha fonte (Kassin) disse que estava quase tudo acertado com o SESC de São Paulo mas aí o pessoal demorou pra confirmar e Zorn acabou marcando outros compromissos. Está com a agenda cheia o cara nesse mês. São dois shows em Nova York, outro no Canadá, mais dois em Seattle e até a Polônia ele visita em novembro. Brasil ficou pra próxima mesmo, acontece.

Valeu, SESC!

Euclid’s Nightmare part 23” (John Zorn / Bobby Previte)
Bobby Previte – bateria / John Zorn – sax




::: posted by Alex at 9:15 PM



Segunda-feira, Novembro 04, 2002 :::
 
COMPLEXO LUVA...
... é o nome provisório da nova banda do Diego Medina! Além do próprio nas guitarras e vocais, a banda terá dois ex-Video Hits (Edu Bisogno nos teclados e Gustavo no baixo) na formação, mais Daniel Galante (guitarra) e Cachaça (bateria). Por enquanto não existe nem uma dezena de músicas compostas mas a previsão de estréia do grupo é para o primeiro semestre de 2003. Leia mais sobre este e outros projetos de Medina – incluindo Os Massa, que se apresenta hoje no Dr. Jekyll em Porto Alegre ao lado do Repolho – numa ótima entrevista feita pela Mari E. Messias no site Fraude. Vem, delícia!

Jornada e Aprendizado” (Diego Medina)
Diego Medina – todos os instrumentos




::: posted by Alex at 7:51 PM



Domingo, Novembro 03, 2002 :::
 
NAKED CITY
Live vol. 1 – Knitting Factory 1989



Depois de lançar shows e mais shows do quarteto Masada e até uma caixa com todas as gravações de estúdio do trio Painkiller, a gravadora Tzadik finalmente coloca no mercado um disco ao vivo do Naked City, uma das bandas mais importantes para a formação da atual cena nova-iorquina. E, segundo o título, este é só o primeiro volume da série. Melhor, já que o temos nesse disco pouco traz de novidades.

--- Naked City foi a banda mais famosa já criada por John Zorn. Chegou a se apresentar até no Brasil, numa distante edição do Free Jazz Festival. Contando com alguns dos músicos mais importantes de Nova York (Bill Frisell, Joey Baron, Fred Frith e Wayne Horvitz) o grupo durou cinco anos. Nos shows apresentava-se com o vocalista Yamatsuka Eye, que chegou a ser substituído por Mike Patton numa turnê européia. A banda acabou em 1993, tendo lançado cinco álbuns. O estilo variava entre jazz, death metal, virtuosismos anos 80 e puro experimentalismo. ---

Gravado no lendário Knitting Factory pouco antes das seções de gravação do primeiro disco, “Vol. 1” traz apenas mais do mesmo. São quase todas as faixas do disco de estúdio praticamente com os mesmos arranjos. O diferencial fica pela ausência do vocalista Yamatsuka Eye, deixando as músicas death metal um tanto sem graça. De novidade mesmo somente duas covers: “Erotico”, de Ennio Morricone e “The Way I Feel”, do recentemente falecido tecladista John Patton. Não vale o investimento. Guarde o dinheiro para os próximos volumes, possivelmente da melhor fase da banda, nos idos de 1992.

Inside Straight” (John Zorn)
Bill Frisell – guitarra / Fred Frith – baixo / Joey Baron – bateria / John Zorn – sax / Wayne Horvitz – teclado




::: posted by Alex at 9:04 PM



Sábado, Novembro 02, 2002 :::
 
BARNEYS
CARBONA
ACK

Ballroom, 27 de outubro de 2002



Saí de casa decidido e conformado em somente encontrar velhos amigos que não via há muito. Tirando o Carbona, pelo qual nutro certa simpatia, nenhum dos grupos me tiraria de casa numa noite normal. Mas quando rolam esses shows “das antigas” as probabilidades de encontrar aquelas figuras que não são vistas há anos aumentam. Bom, rumo ao Humaitá.

Cheguei tarde e perdi o começo da apresentação do Ack. Num dado momento Fábio Seidl fez as contas lá no palco e assustou: ano que vem o grupo completa dez anos! Caramba, é isso mesmo? Aquela banda daquela fita que todo mundo tinha, “Ack-Me”, está completando uma década? Me surpreendeu, estamos ficando velhos mesmo. Bom, pra comemorar chamaram alguns amigos pro palco. Fábio Kalunga, do Cabeça, cantou “Street no Flamengo é podre” e Nervoso tocou guitarra em uma do Beach Lizards. Aliás, se o Ack já tem dez anos, quantos têm Cabeça e Beach Lizards?

Com metade do tempo de estrada mas com muitos km rodados a mais, entra em cena o Carbona. Eles têm feito bem menos shows no Rio do que antigamente, já que agora só se apresentam em locais onde o respeito às bandas e ao público é, no mínimo, satisfatório. Logo, não espere o Carbona no Casarão Amarelo ou Garage nos próximos meses. Por conta disso seu fiel público estava lá na frente cantando dos clássicos do primeirão “Go Carbona!” até as músicas do disco em português, que ainda não saiu mas já tem algumas faixas espalhadas pela internet. Das dezenas de apresentações que vi da banda, essa foi a melhor. Som excelente (cortesia de outro dinossauro, Flávio Canetti, dos Funk Fuckers, na mesa de som), banda e público na mesma sintonia e felicidade estampada nos rostos dos músicos. Bacana, ainda é possível curtir – e fazer – um show de punk rock com mais de vinte e cinco anos na cara. Alívio, não estamos tão velhos assim.

Aliás, Melvin (foto) está longe de cansar. Até o final do ano tem vários shows marcados com outras bandas que toca como o Leela, Mustang (novo grupo de Carlos Lopes, da Dorsal Atlântica), Usina Leblond (outro projeto de Lopes), Los Hermanos (onde substituirá Gabriel Bubu, que está fazendo uma peça de teatro), Verbase, Monobloco, Tremendões e Weezer Cover, além do lançamento do novo disco do Carbona e das comemorações de cinco anos da banda. E, além disso tudo, o baixista também ataca de DJ na Maldita e na Nautilus. Isso, por enquanto.

É aquela velha história... Se tá todo mundo voltando – pô, até o RPM – por que não o Barneys? E se os motivos parecem ser tão distintos – enquanto um aparenta ter voltado por motivos financeiros, o outro retornou somente para se divertir – a impressão de som datado é a mesma. Barneys era a banda mais queridinha do underground carioca por volta de 95/96 e estava parado há cinco anos. Naquela época estava mais ligado em outros sons (Gangrena Gasosa, Poindexter, Piu-Piu & Sua Banda...) e acabei não dando nenhuma importância à banda do Henrique, Fabrício e cia. Sempre lia os comentários nos zines, Rock Press e tal e quando fui ouvir a banda, que decepção. Aquele harcore melódico mamão com açúcar sem nenhum condimento. Passei. Ontem no Ballroom foi o mesmo esquema: os velhos fãs lá na frente aplaudindo e cantando tudo, o resto do Ballroom só acompanhando. Atenção só mesmo na hora em que Fabríco (hoje no Rivets) pegou um violão (?) e cantou uma do Bad Religion – “Generator” – sozinho. Sei lá, fiquei com vergonha nessa hora.

Lunatic” (Henrique Badke)
Henrique Badke – guitarra e voz / Melvin – baixo / Pedro Rocco – bateria




::: posted by Alex at 4:13 AM



Sexta-feira, Novembro 01, 2002 :::
 
LOS HERMANOS, NAÇÃO ZUMBI, ROBERTO CARLOS E – COMO NÃO? – JOHN ZORN

Alguns shows imperdíveis estão programados para o Rio de Janeiro no mês de novembro. Vamos a listinha...

08.11 – Los Hermanos
Na verdade o show é em Juiz de Fora. Mas, sem forçar muito a barra, dependendo do horário é mais rápido chegar em Juiz de Fora do que fazer o trajeto Barra/Centro, por exemplo. Porque imperdível: um dos últimos shows da turnê do “Bloco do Eu Sozinho” contará com o lendário Melvin (Carbona) no baixo.

11.11 – Nação Zumbi
Terceiro show que os pernambucanos fazem no Rio de Janeiro após o lançamento do novo álbum “Nação Zumbi”. Porque imperdível: a apresentação será na FNAC (Barrashopping), local que devido às limitações físicas exige um formato acústico.

17.11 – Roberto Carlos
Inicialmente programado para a Praia de Botafogo, o show foi transferido ontem para o Aterro do Flamengo. A Prefeitura alega que um show dessas dimensões não poderia ser feito em Botafogo já que uma apresentação dos Travessos por lá há algumas semanas quase parou a cidade. Tá bom então, no Aterro do Flamengo não vai ter engarrafamento nenhum e a paz vai reinar tranquilamente. Ok. Porque imperdível: Roberto Carlos, leu ali em cima?

??.?? – John Zorn
Na verdade o sonho desse blog – John Zorn no Brasil – ainda não passa de um boato. Mas a fonte é quente: quem me contou foi Kassin, amigão do Arto Lindsay e que por sua vez é amigo do Zorn. Confirmação (ou não) em alguns dias. Dedos cruzados. Porque imperdível: conferir arquivos do blog.



Ogan di Belê” (Toca Ogan / Marcos Matias / Jorge Du Peixe / Gilmar Bolla 8 / Lúcio Maia / Dengue / Pupillo)
Dengue – baixo / Gilmar Bola 8 – tambor e voz / Jorge du Peixe – voz / Lúcio Maia – guitarra / Marco Matias – tambor / Pupillo – bateria / Toca Ogan – percussão e voz




::: posted by Alex at 1:20 AM






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