Macaco Velho M?sica. Shows. Discos.



Segunda-feira, Dezembro 30, 2002 :::
 
CANVAS
Casa da Matriz, 29 de dezembro de 2002



Melvin vem produzindo, desde o começo do mês, a festa Sundae Tracks na Casa da Matriz. Sempre com shows de bandas punk/hardcore, a casa vem enchendo todo domingo. Ontem foi um pouco diferente. Por ter trazido uma banda que não se encaixa nesse perfil, o público não compareceu em peso à festa.

Pena. Perderam o melhor show que a pista 1 da Matriz viu nesse mês.

O Canvas é mais uma guitar band da zona sul carioca formada por bem informados rapazes que já sabem a letra do lado b do último single do Ash. E do Ben Kweller. E do Weezer. E de tantas outras bandas que eu nunca ouvi falar também. Aparentemente está tudo lá: as músicas em tom menor, o vocalista cantando olhando pro chão, as piadas tímidas nos intervalos... Tudo o que reza a cartilha das guitar bands.

Mas o Canvas tem alguma coisa a mais que não sei explicar. O clima que eles proporcionaram ontem durante o show foi excelente. Era um misto de “oi, tudo bem, amigos? olha que música bonitinha que fiz em casa ontem” com “oi, vocês sabem que estão presenciando um show pra gente lembrar daqui a alguns anos portanto, aproveitem”. Foi isso que senti. Por isso a foto acima tá tão escura, não quis tirar com flash pra não estragar o momento. Sabe como é, né? Memória seletiva é o que há. Por isso, veja só as cores do show de ontem.

Como ainda não tinha o disco deles até ontem, a resenha fica por aqui. Não sei o nome de nenhuma música, na verdade não sabia nem o nome de todos os integrantes. Mas que a apresentação de ontem foi clássica, foi. Belo último show de 2002.

A Sundae Tracks continua no dia cinco de janeiro com os recauchutados Wacky Kids.

Viver entre Aspas” (Fábio Portugal)
Daniel Develly – guitarra / Eduardo Albuquerque – baixo / Fábio Portugal – guitarra e voz / Thomaz Toledo – bateria




::: posted by Alex at 3:34 PM



Sábado, Dezembro 28, 2002 :::
 
RETROSPECTIVA 2002 – JAZZ

Clique aqui para ouvir um panorama dos melhores discos de jazz lançados no ano passado segundo Derk Richardson, colunista do San Francisco Chronicle.

Dividido em formações (tem big bands, quartetos, trios, solos...) Derk apresenta uma música de cada um dos principais álbuns lançados no ano passado. Naturalmente nem concordo com ele. Faltou um monte de coisa, tem outras que não deveriam estar ali; regra de todas as listas de melhores, aliás. Mas acho que vale muito a pena reservar pouco mais de uma hora do seu final de semana para conhecer algumas coisas bem bacanas. Tem Derek Bailey, Wadada Leo Smith, Tim Berne, Fred Frith e mais uma galera que eu nunca tinha ouvido falar. Ótimo programa.

Uma boa pra quem ainda acha que o estilo esgotou-se em Coltrane, Ornette ou Monk.

Fortune” (Bailey / Xiao-Fen)
Derek Bailey – guitarra / Min Xiao-Fen – pipa




::: posted by Alex at 11:42 AM



Sexta-feira, Dezembro 27, 2002 :::
 
SECRET CHIEFS 3 – 3 discos em 2003

No ano que vem a banda do Trey Spruance vai lançar três álbuns, que na verdade é um único dividido em três partes. Chama-se “The Book of Truth” e o primeiro capítulo sai em abril. Até o final do ano a saga estará completa nas lojas e uma turnê de divulgação está prevista para o segundo semestre de 2003. Seu site Web of Mimicry não deu nenhuma pista do som que Trey está tramando, muito menos se seus ex-companheiros de Mr. Bungle estarão nesse álbum. Essas informações vou ficar devendo.

Se Trey seguir o caminho que estava trilhando desde o primeiro da banda, “First Grand Constitution and Bylaws” e se aprofundando cada vez mais nos sons do Oriente Médio, é provável que venha alguma coisa nessa linha. Até porque o último lançamento da Mimicry Records, sua gravadora, foi do Danubius, grupo de música tradicional daquelas bandas de lá. Mas qualquer previsão agora é só um palpite, o cara pode estar em outra onda. Só espero que “The Book of Truth” seja, de alguma maneira, mais “orgânico” do que o último, “Book M”, que em certos momentos mais parecia uma dance music das Arábias.

Horsemen of the Invisible” (Trey Spruance)
Danny Heifetz – percussão e bateria / Eyvind Kang – violino / Trey Spruance – guitarra, programações e teclado / William Winant - percussão



::: posted by Alex at 4:43 PM



Quinta-feira, Dezembro 26, 2002 :::
 
HUMAITÁ PRA PEIXE 2003

Ontem passei em frente ao Sérgio Porto e a escalação do festival já estava pintada lá na porta. Só que estava de carro e não consegui anotar nada. Mas meu amigo Sketch acaba de me mandar a programação por email. Confere aí:

07.01 – Instituto + B. Negão, Otto, Sabotage e Black Alien
08.01 – Rodrigo Shá / Thalma de Freitas
14.01 – Netunos / Onno
15.01 – Carne de Segunda / Domenico + 2
21.01 – Stereo Maracanã / Lan Lan e os Elaines
22.01 – Mim / Stela Campos
28.01 – Linox / Seu Cuca
29.01 – Lucas Santana / Cabeça

Ia até fazer uns comentários mas deixa pra lá. Depois de ver os shows, coloco aqui.

Isso se der vontade de aparecer em mais de dois dias.

Aloha Pancho” (Carlos Alexandre e João Paulo)
Carlão – guitarra / Cid – bateria / JP – guitarra / Tito – baixo




::: posted by Alex at 3:20 PM



Segunda-feira, Dezembro 23, 2002 :::
 
RÉVEILLON 2002.2

Falta uma semana pra tão angustiante data e ainda não faço idéia do que fazer. Mas as cartas já estão na mesa:

i. dica do Medina: Os Massa num sítio no interior do Rio Grande do Sul. Uau, clássico. Mas muito longe pra mim.

ii. dica da Kamille: uma festa que ela está organizando numa cobertura em Copacabana. Que chique. Mas a probabildade de que eu não conheça ninguém e passe a noite inteira encostado numa parede com um copo na mão é bem grande. Arriscado.

iii. dica do jornal: show d’O Rappa na praia do Recreio. Não vejo show deles há muito tempo mas pelo que ouvi no disco ao vivo, tá bonzão. É no Recreio, posso ir à pé. Mas é na praia e show na praia só de Roberto Carlos pra cima. Isto é, show na praia, só do Roberto Carlos.

Mas pra hoje, pré-Natal, já tenho o programa ideal: Weezer Cover na Casa da Matriz. Melvin, Develly, Dudu e o batera que não sei o nome e toca no Hill Valleys. O set list está sendo guardado como segredo de estado, mas do cenário posso adiantar alguma coisa: lampadinhas de Natal devem reproduzir o logo do Weezer na pista 1 da Matriz. Melvin ficou de fazer em casa hoje, espero que tenha dado certo.

Vem Delícia” (Os Massa)
Claus – bateria / Diego Medina – guitarra e voz / Jaspion – baixo e voz / Quico – guitarra e voz




::: posted by Alex at 7:19 PM



Sexta-feira, Dezembro 13, 2002 :::
 
RÉVEILLON 2002

Alguém sabe de algum programa bacana pro último dia de 2002? Tô por fora.

Como sempre, aliás. Acho que a única vez que vi um show no final do ano foi um do Pedro Luís & A Parede na praia de Copacabana. Não chega a ser um programão mas na hora foi o melhor que encontrei. Parece que no mesmo ano – nem lembro qual – teve Jorge Benjor em outro palco mas nem tive disposição pra caminhar até lá. Bom, caso alguém saiba de alguma coisa, clica aqui embaixo e me avisa, por favor.

Lá nos Estados Unidos vão rolar dois eventos incríveis, uma na costa oeste, outro na leste.

Em São Francisco, Califórnia, a gravadora Ipecac promove um mini-festival com alguns de seus artistas. Na segunda, dia 30, o line-up é Maldoror (duo formado por Mike Patton e o músico japonês Merzbow), Melvins, Isis e Captured by Robots. Na noite do dia 31 se apresentam Melvins (com participação de Jello Biafra), Mondo Generator (banda de um dos malucos do Queens of the Stone Age), Dälek, Pink Anvil (com meio Ministry na formação) e Mike Patton.

No Tonic de Nova York a programação do dia 31 começa com o Marc Ribot Trio, segue com o Electric Masada (com Dave Douglas substituindo John Medeski) e termina com Yuka Honda. Clássico.

Mood Swing” (Zorn / Patton / Mori)
Ikue Mori – efeitos sonoros / Mike Patton – efeitos sonoros e voz / John Zorn – sax e voz




::: posted by Alex at 9:43 AM



Domingo, Dezembro 08, 2002 :::
 
VELHO BIRCK
Supermaneiro – O Verdadeiro Rock Gaúcho



De vez em quando dou umas sortes e caem na minha mão algumas pérolas em forma de cd. A última que consegui foi na viagem que fiz para Porto Alegre pra ver o show da Graforréia Xilarmônica. A pérola em questão é o cd-demo de estréia da banda do Alexandre Birck, mais conhecido como Velho Birck, o baterista da Graforréia. Sem nem ao menos um telefone de contato na capa, não faço idéia de como vocês vão poder descolar o disco. Junto com o álbum dos Atonais e da dupla Frank Jorge & Marcelo Birck, “Supermaneiro” também vai ficar restrito à alguns poucos sortudos.

São apenas oito músicas em pouco mais de quinze minutos. Destas, quatro falam de amor, duas são as manjadas bizarrices gaúchas e duas são instrumentais. Das bizarrinhas, pulo direto. Mas as românticas e as instrumentais estão tocando aqui em loop há um bom tempo já. Ao contrário do que escrevi na resenha do show da Graforréia – que foi aberto pelo Velho Birck – existe uma diferença latente entre os dois. Enquanto que a primeira bebe na fonta da jovem guarda, o VB tem como referência o mestre Reginaldo Rossi. Sua influência pode ser sentida nos temas, tons e até em alguns timbres de “Supermaneiro”, especialmente no solo de “Tristeza e Solidão”.

Gravação tosca, vozes desafinadas, bateria eletrônica em algumas músicas... Pontos negativos que não tiram o brilho do disquinho. É só evitar ouvir nos fones de ouvido.

Mais um ex-integrante da Graforréia pra gente ficar de olho no que tá fazendo.

Tristeza & Solidão” (Alexandre Birck)
Alexandre Birck – guitarra e voz / outras informações indisponíveis




::: posted by Alex at 10:21 PM






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