Macaco Velho M?sica. Shows. Discos.



Sexta-feira, Janeiro 31, 2003 :::
 
DIEGO MEDINA & SUA TURMA



O grande Diego Medina (Video Hits, Os Massa, Senador Medinha, Doiseu Mimdoisema, Complexo Luva...) estará no Rio de Janeiro a partir de amanhã. Vai passar pelo menos uma semana hospedado na casa do Domenico (Domenico + 2) e fará alguns programas básicos pela cidade. O gaúcho poderá ser encontrado ao lado de sua esposa Carla em locais como o show do Jason no domingo, o da Orquestra Imperial na segunda, no estúdio Monoaural (onde o Los Hermanos está gravando seu novo disco) durante a semana e em seu próprio show na Casa da Matriz no dia nove de fevereiro.

Sim, sim, sim! Medina vai juntar alguns bons amigos (Kassin, Domenico e Pedro Sá) para uma sessão com seus maiores clássicos, de Doiseu Mimdoisema a Video Hits, passando pelo que der tempo de ensaiar na passagem de som. Participações especiais dos integrantes do Los Hermanos estão no cardápio também. Vem, delícia!

(vo)C” (Diego Medina)
Diego Medina – guitarra e voz / Domenico – bateria / Kassin – baixo / Moreno – percussão / Pedro Sá – guitarra




::: posted by Alex at 12:02 AM



Terça-feira, Janeiro 07, 2003 :::
 
ROBERTO CARLOS AO VIVO
Poucas artistas se comparam a Roberto Carlos no palco em relação aos itens abaixo:

SOM | a banda que ele leva ao palco é ridícula com músicos extremamente bregas (no pior sentido do termo) executando solos firulentos e sem emoção. o maestro Eduardo Lage não tem um pingo de bom gosto. é o famoso sem-noção. onde já se viu, com aquela estrutura, um tecladista fazer as cordas? tecladaria churrascaria total. não dá pra conceber que o cara não poderia levar nem um quartetozinho.

FIGURINO | as roupas que jogam no Roberto também não parecem merecer muito atenção por parte da produção. caberiam uns três robertos naquele paletó branco de ombreira de jogador de futebol americano que ele usa. todo errado.

INTERAÇÃO | cara, o Roberto lê as falas que diz pra platéia. e lê na cara de pau, parece que nem dá uma ensaiadinha antes. e quem faz aqueles textos? é tudo tão automático, sempre o mesmo textinho da jovem guarda, maria rita eu te amo e tal.

Enfim, falta cuidado.

Mas mesmo com tudo isso, cada show desse homem é um espetáculo inesquecível. Repertório imbatível, não tem pra ninguém. Já vi três, tem as clássicas de sempre mas o set sempre traz uma supresinha. Vamos ver o que ele está preparando para a temporada que fará no ATL Hall no mês que vem. Recomendo a visita. Os ingressos ainda não estão à venda e o preço também não foi divulgado. Mas as datas estão abaixo.

31 de janeiro
01 de fevereiro
02 de fevereiro
07 de fevereiro
08 de fevereiro
09 de fevereiro


Nunca se sabe qual a próxima que ele vai inventar. Portanto, aproveite antes que ele abandone a carreira, vire padre, pare de tocar músicas antigas ou qualquer maluquice dessa. Em fevereiro o destino é o ATL Hall.

Quando” (Roberto Carlos)
Roberto Carlos – voz / outras informações indisponíveis




::: posted by Alex at 10:14 PM



Domingo, Janeiro 05, 2003 :::
 
AUTORAMAS JAPAN TOUR 2002

A boa do domingo é ler o diário que a Simone escreveu sobre a turnê que os Autoramas fizeram no Japão no mês passado. Além de saber como foi a viagem, ainda dá pra matar as saudades da época em que ela escrevia no hilário Vulv-o-Rama. Rock on.

Copersucar” (Gabriel Thomaz / Simone do Vale)
Bacalhau – bateria / Gabriel Thomaz – guitarra e voz / Simone do Vale – baixo e voz




::: posted by Alex at 11:05 AM



Sábado, Janeiro 04, 2003 :::
 
JOHN ZORN
Filmworks XI – Secret Lives



Assim que comprei o décimo-primeiro volume da coleção de trilhas sonoras do John Zorn, me decepcionei. Era a volta do genial Masada String Trio mas não da forma como os conhecemos. Não tinham os solos incríveis do Mark Feldman ou os diálogos/duelos deste com Erik Friedlander, nem a calma de Greg Cohen segurando as coisas lá atrás. É um disco completamente diferente do que os quatro (o trio mais Zorn) já fizeram. É praticamente um disco de música clássica, os outros eram com instrumentos “clássicos” mas a música era completamente “jazz”, no sentido de que antigamente havia espaço para improviso. Em “Secret Lives” não há.

Tenho um problema muito sério com música clássica por conta da falta de liberdade que os músicos têm. É sempre aquela história reta, tudo muito bonito no seu lugar. Não há possibilidade de erro, não há como um violinista viajar e começar a solar o que estiver a fim. Aliás, do que eu conheço. Deve existir muita coisa bacana por aí; orquestras de câmara com improvisadores e tal. Mas eu não conheço. Quem souber, use os comments, por favor.

Mas depois de tanto ouvir consegui assimilar melhor. Ok, não é mais aquele trio maravilhoso mas as novas composições de Zorn estão belíssimas. Há tempos que não ouvia nada tão interessante do Zorn-compositor.

Também, pudera. É a trilha de um documentário sobre crianças judias que foram adotadas por famílias do interior da Alemanha durante a Segunda Guerra. Adotadas não é bem a palavra. Essas heróicas famílias alemães impediram que essas crianças fossem levadas aos campos de concentração e colocaram suas vidas em risco por isso. Algumas delas se escondiam em sótãos quando os soldados chegavam, outras eram apresentadas como cristãs. História braba. Algumas crianças voltaram às suas famílias judias quando a guerra acabou mas, naturalmente, a maioria não teve a mesma sorte.

E foi nesse contexto que Zorn criou a trilha sonora. Alguns momentos são bem dramáticos, outros emocionantes e alguns até felizes. Tudo ao som do violino de Mark Feldman, o violoncelo de Erik Friedlander e o baixo de Greg Cohen. Mesmo não sendo exatamente o que eu esperava desses três juntos, “Secret Lives” é uma boa trilha.

Chazal” (John Zorn)
Greg Cohen – baixo / Erik Friedlander – violoncelo / Mark Feldman – violino




::: posted by Alex at 1:05 AM



Sexta-feira, Janeiro 03, 2003 :::
 
RÉVEILLON 2002.3/3

Pronto, esse é o último post sobre o assunto. Prometo não me repetir mais. Então, mesmo com tantas opções que me foram oferecidas nos comments, acabei mesmo na praia da Barra em frente ao palco dos Travessos. É. Enquanto John Zorn tocava em Nova York, Mike Patton em Los Angeles, O Rappa em Ipanema e Os Massa no sul, lá estava eu passando a virada do ano com o Rodriguinho. Mas tudo bem, acontece. Na verdade nem vi o show, saí bem antes.

Sobre O Rappa e os Massa não sei como foi. Mas em Nova York a história foi bem bacana. Segundo um relato do Darryl, americano que foi lá ver o show, a noite foi excelente. A primeira apresentação foi do Marc Ribot Trio. O guitarrista tocou acompanhado por Trevor Dunn (do Fantômas, no baixo) e do baterista Bruce Cox. O set foi bem “rock” com algumas passagens pela música do oriente médio.

Depois entrou o Electric Masada com o baterista Ben Perowsky substituindo Kenny Wollesen (Sex Mob). A substituição foi definitiva, agora é Perowsky quem vai assumir as baquetas da banda, inclusive na temporada que farão no Tonic no final do mês, onde (suposição minha) deverão gravar o primeiro disco.

Perowsky é bacana. Esteve aqui no Brasil tocando com Dave Douglas no ano retrasado. Em fevereiro vai lançar seu primeiro álbum solo, “Camp Songs”, com as canções que ele cantava no acampamento judeu que freqüentava quando criança.

Voltando... Além das músicas do Masada Songbook, a banda também tocou duas do “The Gift”, um dos discos mais lights que Zorn já lançou. Deve ter sido interessante. Infelizmente ele não comentou nada sobre a participação de Dave Douglas, que tocou no lugar do John Medeski.

Para fechar a noite, a banda de Yuka Honda. Darryl disse que foi divertido mas nada além disso. O som lembrava muito o do Cibbo Mato mas quando tocaram uma música mais “metal”, o cara partiu.

Em Los Angeles a festa parece que foi boa também. Quinze mil pessoas lotaram o Great American Music Hall para ver Mike Patton, Melvins e outros artistas da Ipecac. Graham Connah falou sobre a última apresentação da noite, a cargo do Maldoror (= Mike Patton + Merzbow). Merbow usou dois laptops enquanto Patton uma porção de microfones e seus pedais. Segue um copy/paste que fica mais fácil:

“The final set was Merzbow/Patton… They kicked up a nice tsunami of loud abstraction. Merzbow with two laptops and patton with a variety of mics going in and out of various devices, notably one of those modular synths with the little pegboard matrix. all the cathartic transcendence (an old acid survivorcould want!) with none of the burdensome academic justification!”

Pillow Biter” (Mike Patton)
Mike Patton – efeitos sonoros e voz




::: posted by Alex at 12:58 PM






_______________

_______________

_______________


Powered by Blogger